O trabalho de um luthier

junho 24, 2008

O trabalho de um Luthier, passa sempre pelo ato de transformar. Moldar grandes pedaços de madeira em instrumento musicais requer paciência, habilidade e precisão. O trabalho de luthier era considerado na idade média uma função tão nobre, que a pessoa designada para exercer essa função, normalmente, dormia no mesmo palácio onde residia o senhor feudal ou nobre. Mas tudo indica que o glamour dessa profissão está ficando cada vez mais no passado. Hoje em dia, com o ritmo fabril do processo de fabricação de instrumentos, ter um intrumento musical feito a mão valoriza a peça. Por outro lado torna sua função cada vez mais relegado a um segundo plano.

O músico Vinícius Alves não concorda, ele afirma que toda a manuntenção de seu instrumento seria quase impossivel de ser feita sem a presença desse profissional. A regulagem, a construção ou simplesmente um ajuste, passa sim pelas mãos de um luthier. A grande realidade é que quanto mais antigo um instumento de corda, mais valor ele tem, mais qualidade ele tem. O que acaba desvalorizando a grande maioria dos novos intrumentos. Esta é uma grande verdade. A madeira que envolvia a fabricação desses instrumentos há algumas décadas, passava por um processo de envelhecimento e tratamento extremamente intenso. Uma madeira bem maturada, está diretamente ligada a qualidade do som que o mesmo irá proporsionar. O imediatisto dos fabricantes atuais, mostra que todo esse processo foi esquecido. Os grandes fabricantes resolveram investir em processos mais rápidos e em mão-de-obra menos especializada, o que reduziria o preço da peça original na fábrica, mas não na mão do consumidor. Ou seja: Lucro fácil.

O romantismo dessa profissão não está unicamente ligada a qualidade desse instrumento, mas em todo o processo de fabricação e até mesmo na relação que o luthier cria com o produto fabricado. Obvia, o imediatismo não é uma característica somente do grande fabricante, é também do consumidor. Os novos produtos têm uma vida útil muito menor, o que acaba abrindo uma brecha para a resolidificação dessa profissão que quase se extinguiu na entrada do novo século. Mas tudo leva a crer que bons músicos nunca deixaram de existir e isso certamente irá trazer a renovação do trabalho desse profissional que ao mesmo tempo que parece ser tão desnecessário para alguns é fundamental para a manutenção e a qualidade daqueles que prezam por um bom som.

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Na última quarta-feira, dia quatro, o trio André Vanazio, gerente técnico da RBS, João Carlos Gus, Professor da pós-graduação da Unisinos e Volfran, coordenador de computação aplicada, constituíram a palestra sobre TV Digital da Unisinos. Dentre os diversos assuntos abordados, os profissionais mediados por Pedro Osório, professor da Unisinos, trouxeram muitas informações sobre o novo campo de trabalho que está se abrindo para profissionais da televisão. Expuseram as novas tendências organizacionais que uma produtora terá que adotar para fazer parte da nova era televisiva. Salientaram com bastante veemência a particularidades das novas configurações técnicas inseridas no novo suporte midiático. Tanto para usuários quanto para profissionais.

 

André fez questão de expor as possibilidades comerciais que o novo campo de consumidores cria dentro da ótica digital televisiva. Explorar a capacidade de interação entre os consumidor e o produto, colocando a disposição do mesmo, o maior número de possibilidades na palma de sua mão. Desde a escolha final do filme até mesmo ir ao supermercado sem sair de casa. Toda essa gama de opções cria um nicho de carências tecnológicas junto aos usuários. Tendo em vista a importância de codexs de diferentes empresas para rodar vídeos e até mesmo o upgrade de hardware e diferentes tecnologias para acompanhar o desenrolar tecnológico. Durante o espaço aberto para perguntas, as dúvidas mais exploradas pelos alunos eram relacionadas a transição de Tv digital para a Analógica. Como isso irá acontecer e quais as medidas definitivas as televisões iriam tomar.

 

Vazanio fez questão de salientar a importância do conversor para a utilização de todo o potencial da nova televisão. Porém, uma informação chamou muita a atenção dos alunos presentes. André afirmou que em menos de dois anos a RBS irá desligar o seu sinal analógico. Forçando uma transição mais rápida. Mentira ou verdade, a RBS nunca dispensou uma linha de consumidores. Normalmente novas tecnologias deixaram de sucatear as anteriores para agregar mais valor a antiga. Obviamente, forçar uma transição não implica em perder dinheiro, já que essa mudança será extremamente cara para todas as televisões que terão que investir em câmeras, televisões, transmissores em HD e equipamentos de edição em finalização em Alta Definição. Os custo dessas mudanças são extremamente altos, já que uma ilha de edição e finalização praticamente triplica de preço.