Até que ponto o sensacionalismo manipula a opinião publica e cria uma atmosfera de indignação em toda a população? Totalmente baseado em suposições, o caso de Isabella Nardoni, expôs na grande mídia uma sequencia de probabilidades absurdas que acabaram por setenciar os pais da menina muito antes do julgamento. Tal episódio se transformou em um prato cheio para a mais nova modalidade de jornalismo; O jornalismo cidadão. O interessante disso tudo é passear por flogs, blogs e sites de relacionamento. Pessoas externalisando suas opiniões, sem filtros, colocando pitadas de emoção e ignorância em um mesmo parágrafo.

Passear pelo Orkut e pescar desabafos indignados, como se as pessoas estivessem usando o caso como terapia. Uma maneira de dizer coisas do seu dia a dia, da sua relação com outras pessoas e até mesmo demonstrações de amor para seus filhos. Um mar de opiniões que a mídia não publica. Legal é perceber que a internet criou muito mais que um espaço de “liberdade” de opinião, de escrita, mas sim, um espaço onde as pessoas expoem a manipulação que sofrem dia-a-dia. Assitindo programas tendenciosos, jornais mentirosos e sensacionalistas que usam a desgraça para vender exemplares e/ou conquistar novos telespectadores.

Juntas pregos para crucificar Jesus seria o paralelo perfeito para essas pessoas, que pouco a pouco se limitam, cada vez mais, em tomar pra si opiniões já formadas por outras pessoas, pensarem sobre isso isso e opnarem com toda a propriedade. Um prato cheio para a grande imprensa. Óbviamente, escrevo sobre a grande maioria e não falo da totalidade. Mas tem se tornado cada vez mais comum opiniões vazias quando a “sociedade” pressiona o poder estatal. Mas a ignorância é a alma do progresso, então vamos todos abrir nossos blogs, demonstrar indignação e lavar as mãos de toda essa podridão. Vamos estampar a foto de uma menina morta sorrindo e proíbir o Funk. Condenar a maconha e bater palmas para o capital Nascimento.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu Procedimento Administrativo (PA) para investigar se houve ilegalidade no pronunciamento do diretor-geral da Agência Nacional (ANP), Haroldo Lima, sobre a descoberta de um campo gigante de petróleo e gás na Bacia de Campos.

Além disso, será apurado se o anúncio provocou danos ao patrimônio. De acordo com o MPF, o que motivou a apuração foram as denúncias publicadas nos jornais.

O caso está sendo conduzido pelo procurador Claudio Gheventer, da Seção de Defesa do Consumidor do MPF.

Entenda

Na segunda-feira, durante seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, o diretor-geral da ANP disse saber da existência de um megacampo de petróleo na Bacia de Santos, que teria reservas até cinco vezes maiores do que as estimadas para o campo de Tupi. Isso faria do bloco, de acordo com o diretor da ANP, o terceiro maior do mundo.

A declaração do diretor da ANP causou uma disparada nas ações da estatal negociadas na Bovespa na segunda-feira.

Segundo as regras da CVM, que regulamenta o mercado financeiro no Brasil, informações que possam estimular a compra e a valorização de papéis devem ser divulgadas segundo normas específicas, para evitar uso de informações privilegiadas por especuladores.

Subordinação

Mais cedo, o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, rebateu a afirmação de que não poderia falar sobre a área de exploração de petróleo conhecida como Pão de Açúcar, na Bacia de Santos.

“Claro que podia! Não sou subordinado à CVM. Sou membro do governo”, afirmou Lima, referindo-se à Comissão de Valores Mobiliários, acrescentando que estava falando para um mercado especializado, referindo-se ao seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

Lima disse que as informações dadas por ele, na segunda-feira, sobre a área de petróleo na Bacia de Santos, foram publicadas em fevereiro deste ano, no jornal “World Oil”, de Houston, dos Estados Unidos.

NOTICIA TIRADA DO G1

Marshall McLuhan não é Deus, é DIABO!!Com toda a disponibilidade de recursos na maneira de disponibilizar informação, os grandes meios apostam em um passo para trás. O Flip vem se tornando a maneira mais comum de ler revistas e jornais do mundo todo. O curioso é ver que todo o conceito de não linearidade, caracteristica que se encaixa muito bem no formato web, passa a ser esquecido por essa nova linguagem. Tudo isso por que o conteúdo volta para uma busca do formato antigo, onde você lê do início ao fim, virando páginas e seguindo o fluxo óbvio de linearidade.

Abandonar esse formato em busca de mais leitores e sacrificando toda uma gama de ferramentas em site tem um propósito: Colocar os leitores na frente da tela para ler. Essa tentativa de trazer leitores mais conservadores para dentro da web é uma faca de dois gumes. Se a idéia é começar a inserir elementos novos, aos poucos, para que esse leitor comece a se adaptar a novas plataformas de distribuição de conhecimento, não passa de uma tentativa comercial de aderir um maior número de leitores. Ou resumir-se apenas a uma busca do tradicional e nada mais, é melhor dar um passo para frente e dois para trás.

O Flip pode até mesmo ser considerado uma grande sacada, tendo em vista todo o retrocesso que os formatos HTML passam ao longo dos anos. Nem uma novidade, nem uma inovação, apenas chatices como pop ups escandalosos e efeitos bagaceiros de flash que mais atrapalham a leitura que auxiliam.