Muito antes da explosão da internet no mundo, a cultura underground já buscava maneiras diversas de se propagar. Com flyers, zines e as lendárias fitas tapes que rodavam o mundo através de cartas com endereços de destino de qualquer etiqueta de camiseta. Exatamente, etiqueta de camiseta. A pessoa recolhia aquele endereço da etiqueta e mandava sua bela fitinha para a Rússia, ou para a China.

Com o advento da internet as coisas mudaram. Dá pra dizer até que as bandas independentes nasceram novamente. Com ferramentas como MSN, Myspace, Orkut, Flikr e tantas outras, ficou muito mais fácil e rápido de trocar material. A banda No Rest, de Porto Alegre, é o exemplo mais recente desta transição. No início da década de 90, quando a internet ainda engatinhava aqui no Brasil, a banda resolveu fazer uma tour pela Europa. Segundo Aline, a vocalista e líder da banda, as coisas funcionavam assim: “Mandamos uma carta para um endereço que achamos em um zine punk dizendo que queriamos tocar na frança!”. Vinte dias depois, a resposta: “Ok, quando vocês chegam?”. E assim caminhavam as coisas.

Dois anos depois da primeira ida da banda para a Europa, a internet já estava bombando em terras brazucas, o que facilitou demais a volta deles para o velho mundo.

Obviamente esse é só mais um exemplo de que a troca de arquivos e as novas possibilidades de divulgação, prejudica apenas o lado mais rico de toda essa história, e que o Napster foi somente mais uma tentativa das grandes gravadoras de acabar com a pluralidade que torna a rede mundial de computadores o fenômeno que é hoje.

O trabalho de um luthier

junho 24, 2008

O trabalho de um Luthier, passa sempre pelo ato de transformar. Moldar grandes pedaços de madeira em instrumento musicais requer paciência, habilidade e precisão. O trabalho de luthier era considerado na idade média uma função tão nobre, que a pessoa designada para exercer essa função, normalmente, dormia no mesmo palácio onde residia o senhor feudal ou nobre. Mas tudo indica que o glamour dessa profissão está ficando cada vez mais no passado. Hoje em dia, com o ritmo fabril do processo de fabricação de instrumentos, ter um intrumento musical feito a mão valoriza a peça. Por outro lado torna sua função cada vez mais relegado a um segundo plano.

O músico Vinícius Alves não concorda, ele afirma que toda a manuntenção de seu instrumento seria quase impossivel de ser feita sem a presença desse profissional. A regulagem, a construção ou simplesmente um ajuste, passa sim pelas mãos de um luthier. A grande realidade é que quanto mais antigo um instumento de corda, mais valor ele tem, mais qualidade ele tem. O que acaba desvalorizando a grande maioria dos novos intrumentos. Esta é uma grande verdade. A madeira que envolvia a fabricação desses instrumentos há algumas décadas, passava por um processo de envelhecimento e tratamento extremamente intenso. Uma madeira bem maturada, está diretamente ligada a qualidade do som que o mesmo irá proporsionar. O imediatisto dos fabricantes atuais, mostra que todo esse processo foi esquecido. Os grandes fabricantes resolveram investir em processos mais rápidos e em mão-de-obra menos especializada, o que reduziria o preço da peça original na fábrica, mas não na mão do consumidor. Ou seja: Lucro fácil.

O romantismo dessa profissão não está unicamente ligada a qualidade desse instrumento, mas em todo o processo de fabricação e até mesmo na relação que o luthier cria com o produto fabricado. Obvia, o imediatismo não é uma característica somente do grande fabricante, é também do consumidor. Os novos produtos têm uma vida útil muito menor, o que acaba abrindo uma brecha para a resolidificação dessa profissão que quase se extinguiu na entrada do novo século. Mas tudo leva a crer que bons músicos nunca deixaram de existir e isso certamente irá trazer a renovação do trabalho desse profissional que ao mesmo tempo que parece ser tão desnecessário para alguns é fundamental para a manutenção e a qualidade daqueles que prezam por um bom som.

Na última quarta-feira, dia quatro, o trio André Vanazio, gerente técnico da RBS, João Carlos Gus, Professor da pós-graduação da Unisinos e Volfran, coordenador de computação aplicada, constituíram a palestra sobre TV Digital da Unisinos. Dentre os diversos assuntos abordados, os profissionais mediados por Pedro Osório, professor da Unisinos, trouxeram muitas informações sobre o novo campo de trabalho que está se abrindo para profissionais da televisão. Expuseram as novas tendências organizacionais que uma produtora terá que adotar para fazer parte da nova era televisiva. Salientaram com bastante veemência a particularidades das novas configurações técnicas inseridas no novo suporte midiático. Tanto para usuários quanto para profissionais.

 

André fez questão de expor as possibilidades comerciais que o novo campo de consumidores cria dentro da ótica digital televisiva. Explorar a capacidade de interação entre os consumidor e o produto, colocando a disposição do mesmo, o maior número de possibilidades na palma de sua mão. Desde a escolha final do filme até mesmo ir ao supermercado sem sair de casa. Toda essa gama de opções cria um nicho de carências tecnológicas junto aos usuários. Tendo em vista a importância de codexs de diferentes empresas para rodar vídeos e até mesmo o upgrade de hardware e diferentes tecnologias para acompanhar o desenrolar tecnológico. Durante o espaço aberto para perguntas, as dúvidas mais exploradas pelos alunos eram relacionadas a transição de Tv digital para a Analógica. Como isso irá acontecer e quais as medidas definitivas as televisões iriam tomar.

 

Vazanio fez questão de salientar a importância do conversor para a utilização de todo o potencial da nova televisão. Porém, uma informação chamou muita a atenção dos alunos presentes. André afirmou que em menos de dois anos a RBS irá desligar o seu sinal analógico. Forçando uma transição mais rápida. Mentira ou verdade, a RBS nunca dispensou uma linha de consumidores. Normalmente novas tecnologias deixaram de sucatear as anteriores para agregar mais valor a antiga. Obviamente, forçar uma transição não implica em perder dinheiro, já que essa mudança será extremamente cara para todas as televisões que terão que investir em câmeras, televisões, transmissores em HD e equipamentos de edição em finalização em Alta Definição. Os custo dessas mudanças são extremamente altos, já que uma ilha de edição e finalização praticamente triplica de preço.  

Mapa

maio 14, 2008

Logo Volkswagen Humberto Silva, gerente de marketing da Volkswagen, esteve no auditório central da Unisinos. Entre os diversos assuntos abordados com alunos, Humberto falou de sua experiência com marketing, público alvo, fidelização e prospecção de clientes. Enfatizou que procurar novos mercados não é o grande trabalho desenvolvido na Volks, mas sim, a fidelização de simples e grandes compradores. Esse foi outro assunto muito desenvolvido por Humberto. A fidelização acontece em todas as instâncias da venda, porém, clientes com maior poder de compra ganham um tratamento diferenciado. O trabalho de pós-vendas inclui pequenos brindes e muitas vezes até visitas a fábrica.

“Essa distinção é medida através do poder de compra do cliente na loja e também pelo uso do cartão de crédito, que envolve acumulo de pontos e coisas do gênero”

Outro assunto discutido com os alunos, foi a reformulação do sistema de comunicação da empresa.
Ao apresentar o organograma dos números de telefone que envolviam a busca de serviços da empresa, o palestrante mostrou que uma central de atendimento englobaria grande parte desses telefones, o que falicitaria ao usuária ligar e ter acesso a serviços de guincho ou uma simples revisão, reduzindo de sete para três números. Humberto também colocou que a comunicação interna era uma preocupação, e que um dos direcionais da central, seria um serviço de ouvidoria interno, onde trabalhadores e prestadores de serviço conseguiriam travar um diálogo mais direto entre diferentes hiearquias dentro da organização.

Ao final da “palestra”, leia-se Volks goela abaixo, foi sorteado um lindo pendrive no velho e bom pão e circo style.

Até que ponto o sensacionalismo manipula a opinião publica e cria uma atmosfera de indignação em toda a população? Totalmente baseado em suposições, o caso de Isabella Nardoni, expôs na grande mídia uma sequencia de probabilidades absurdas que acabaram por setenciar os pais da menina muito antes do julgamento. Tal episódio se transformou em um prato cheio para a mais nova modalidade de jornalismo; O jornalismo cidadão. O interessante disso tudo é passear por flogs, blogs e sites de relacionamento. Pessoas externalisando suas opiniões, sem filtros, colocando pitadas de emoção e ignorância em um mesmo parágrafo.

Passear pelo Orkut e pescar desabafos indignados, como se as pessoas estivessem usando o caso como terapia. Uma maneira de dizer coisas do seu dia a dia, da sua relação com outras pessoas e até mesmo demonstrações de amor para seus filhos. Um mar de opiniões que a mídia não publica. Legal é perceber que a internet criou muito mais que um espaço de “liberdade” de opinião, de escrita, mas sim, um espaço onde as pessoas expoem a manipulação que sofrem dia-a-dia. Assitindo programas tendenciosos, jornais mentirosos e sensacionalistas que usam a desgraça para vender exemplares e/ou conquistar novos telespectadores.

Juntas pregos para crucificar Jesus seria o paralelo perfeito para essas pessoas, que pouco a pouco se limitam, cada vez mais, em tomar pra si opiniões já formadas por outras pessoas, pensarem sobre isso isso e opnarem com toda a propriedade. Um prato cheio para a grande imprensa. Óbviamente, escrevo sobre a grande maioria e não falo da totalidade. Mas tem se tornado cada vez mais comum opiniões vazias quando a “sociedade” pressiona o poder estatal. Mas a ignorância é a alma do progresso, então vamos todos abrir nossos blogs, demonstrar indignação e lavar as mãos de toda essa podridão. Vamos estampar a foto de uma menina morta sorrindo e proíbir o Funk. Condenar a maconha e bater palmas para o capital Nascimento.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu Procedimento Administrativo (PA) para investigar se houve ilegalidade no pronunciamento do diretor-geral da Agência Nacional (ANP), Haroldo Lima, sobre a descoberta de um campo gigante de petróleo e gás na Bacia de Campos.

Além disso, será apurado se o anúncio provocou danos ao patrimônio. De acordo com o MPF, o que motivou a apuração foram as denúncias publicadas nos jornais.

O caso está sendo conduzido pelo procurador Claudio Gheventer, da Seção de Defesa do Consumidor do MPF.

Entenda

Na segunda-feira, durante seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, o diretor-geral da ANP disse saber da existência de um megacampo de petróleo na Bacia de Santos, que teria reservas até cinco vezes maiores do que as estimadas para o campo de Tupi. Isso faria do bloco, de acordo com o diretor da ANP, o terceiro maior do mundo.

A declaração do diretor da ANP causou uma disparada nas ações da estatal negociadas na Bovespa na segunda-feira.

Segundo as regras da CVM, que regulamenta o mercado financeiro no Brasil, informações que possam estimular a compra e a valorização de papéis devem ser divulgadas segundo normas específicas, para evitar uso de informações privilegiadas por especuladores.

Subordinação

Mais cedo, o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, rebateu a afirmação de que não poderia falar sobre a área de exploração de petróleo conhecida como Pão de Açúcar, na Bacia de Santos.

“Claro que podia! Não sou subordinado à CVM. Sou membro do governo”, afirmou Lima, referindo-se à Comissão de Valores Mobiliários, acrescentando que estava falando para um mercado especializado, referindo-se ao seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

Lima disse que as informações dadas por ele, na segunda-feira, sobre a área de petróleo na Bacia de Santos, foram publicadas em fevereiro deste ano, no jornal “World Oil”, de Houston, dos Estados Unidos.

NOTICIA TIRADA DO G1

Marshall McLuhan não é Deus, é DIABO!!Com toda a disponibilidade de recursos na maneira de disponibilizar informação, os grandes meios apostam em um passo para trás. O Flip vem se tornando a maneira mais comum de ler revistas e jornais do mundo todo. O curioso é ver que todo o conceito de não linearidade, caracteristica que se encaixa muito bem no formato web, passa a ser esquecido por essa nova linguagem. Tudo isso por que o conteúdo volta para uma busca do formato antigo, onde você lê do início ao fim, virando páginas e seguindo o fluxo óbvio de linearidade.

Abandonar esse formato em busca de mais leitores e sacrificando toda uma gama de ferramentas em site tem um propósito: Colocar os leitores na frente da tela para ler. Essa tentativa de trazer leitores mais conservadores para dentro da web é uma faca de dois gumes. Se a idéia é começar a inserir elementos novos, aos poucos, para que esse leitor comece a se adaptar a novas plataformas de distribuição de conhecimento, não passa de uma tentativa comercial de aderir um maior número de leitores. Ou resumir-se apenas a uma busca do tradicional e nada mais, é melhor dar um passo para frente e dois para trás.

O Flip pode até mesmo ser considerado uma grande sacada, tendo em vista todo o retrocesso que os formatos HTML passam ao longo dos anos. Nem uma novidade, nem uma inovação, apenas chatices como pop ups escandalosos e efeitos bagaceiros de flash que mais atrapalham a leitura que auxiliam.

Iron Maiden volta ao Brasil comandado por milhares de fãs Essa é a nonagésima terceira vez que a banda de metal Iron Maiden vem ao Brasil. E óbviamente, mobilizou milhares de fãs do metal farofa. Liderados e pilotados pelo vocalista Bruce Dickinson, a banda fara toda a tour viajando em seu Boing 757. Novidade ou não, quem vem dessa vez para abrir os shows do grupo é a filha do lider farofento.

Tudo isso para gravar um DVD contando a história das viagens da banda. O certo é que eles continuam como a maior banda de metal melódico do mundo e mesmo antes de confirmarem os shows em terras brasileiras os ingressos já estavam esgotados. A banda influenciou a música em todas as suas vertentes, desde metal melódico até o power e speed metal.

O Iron Maiden pisa no Brasil como unanimidade entre os fãs do metal. Agora é esperar pra ver a performance das filhas, dos pais e dos fãs, ou esperar o senhor Ozzy Osbourne chegar em abril para limpar essa farofada toda.

Hello world!

março 4, 2008

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